Pegadinha!

Eu fui uma criança que brincou muito, eu vivia na rua com os meus amiguinhos (gangue), aprontávamos todas, desde a montagem de uma granja, os galhos das árvores eram as galinhas, os menores eram filhotes, médios galinhas e grandes galos; tirávamos folhinhas por folhinha dizendo que eram as penas. Sempre saia briga pra ver quem eram os donos da granja e quem seriam os fregueses por que a parte mais divertida era “despenar” os galhos. Como cresci numa rua sem saída tínhamos muita liberdade e os tempos eram outros, vivíamos soltos pelas redondezas.
Num dia de tédio todas as crianças sentadas na calçada, alguém teve a idéia de pregar peças em que passava na rua principal, onde passava muitas pessoas e carros.
A idéia foi à seguinte: Pegamos uma meia preta, enchemos de areia e amarramos com um fio de nylon grande , nos escondemos num quartinho onde ficava a caixa de luz da casa de uma das crianças e colocamos a meia com areia no meio da rua, e conforme alguém passasse puxávamos a meia devagarzinho, assim a pessoa ia se assustar e sairia correndo de medo, pensando que aquilo realmente era uma cobra.  A idéia só deu certo na nossa cabeça, ninguém que passava acreditava que aquilo era uma cobra, mas nossa! Como nos divertimos, ríamos sem parar, nos achamos os reis da pegadinha, o melhor era quando alguém passava e nos via e pra entrar na brincadeira fingia se assustar com a “cobra”, a barriga até doía de tanta risada que demos , quando alguém se “assustava” saiamos do quartinho e fazíamos uma roda em volta da pessoa rindo dela dizendo que ela havia caído na nossa pegadinha, tinha até uma musiquinha: “caiu, caiu, caiu na pegadinha HÁ-HÁ-HÁ-HÁ”   
Ser criança naquela época era tão divertido.


No intervalo

Sábado na faculdade durante o segundo intervalo entre aulas, surge o papo sobre assalto, polícia etc., eu mais uma vez relato o drama que passei na delegacia quando chega um colega de classe e fala:
– Isso que você passou não é nada, e eu que tive que passar por pastor!

Coro:
– Pastor? Como assim? Conta essa história direito rapá!

– Isso mesmo que vocês ouviram, há alguns anos tive meu carro roubado e quando estava lá na delegacia o delegado veio com um papinho mole de: ”Poxa cara, os presos tão enchendo o saco pra falar com um pastou o dia todo, e você com esses cabelinhos cacheados tem mó cara de pastor, quebra essa pra mim?”, eu como já quase me tornei padre...

– Como é que é? Você quase se tornou padre, essa história está ficando cada vez melhor.

– Sim, sim, mas essa fase da minha vida conto outro dia. Pois bem estava eu lá na delegacia com uma bíblia na mão indo em direção a cela dos presos já preparando o sermão, cheguei lá mais ouvi do que falei acho que era isso que eles queriam, bobiei quando mandei um preso rezar 3 aves Maria “ô senhô, mas pastou mandar rezar? Ave Maria ainda? Eu logo inventei que havia me confundindo por quê na faculdade de teologia quase viro padre.

– E o seu carro?

– Bom o meu carro eu não achei, mas pelo menos afaguei os corações daqueles pobres pecadores

– HAHAHAHAHAHA, vamos pra sala pessoal.


O Romantismo tirou férias

O romantismo resolveu tirar férias, quem assumiu o seu lugar foi o individualismo, dizem por ai que quando o individualismo ficou sabendo que teria que dividir o mesmo espaço que o romantismo tratou logo de espalhar o boato que o romantismo era um chato, que só ficava falando de coisas bonitas, de flores, desenhos em nuvens e essas bobagens. O romantismo sensível que só ele, ficou todo magoadinho e resolveu tirar férias.
No meio dessa briga estamos nós, cada vez mais assustados com a quantidade/facilidade de possibilidades quando o assunto é amor, acabamos perdendo o foco, não conseguimos nos compreender, ou temos medo de assumir o que sentimos.
Uns esperam o príncipe no cavalo branco ou salvar a princesa em sua torre, outras se sentem a princesa na torre, há quem não saiba andar a cavalo por isso prefere continuar onde está.
Todos nós desejamos ser mais bravos, corajosos, honestos, não sofrermos, mas as coisas são como são e nós também, por que idealizar uma pessoa que não somos é perda de tempo e dor de cabeça na certa, é óbvio que temos que evoluir como seres humanos e essas coisas, mas é uma coisa de adaptação tem medo de andar de cavalo? Vai buscar a princesa de metrô ué, o príncipe não veio te buscar na torre, faz uma corda de lençol e se joga.
Assim estaremos mais perto do amor do que qualquer outra coisa, mas sem excesso de romantismo, guarda pra ir usando aos poucos.


Instinto de sobrevivência? Pode ser.

Estranho como às vezes nos sentimos seguros ao lado de pessoas que não conhecemos e nunca vimos, pode ser o tal Instinto de sobrevivência ou apenas apatia voluntária, mas que é curioso é.
Já aconteceu comigo alguma vezes, ontem foi mais uma. Eu estava saindo da faculdade um pouco mais cedo, e a rua estava quase deserta a não ser pela presença de um rapaz que também saia da faculdade e outro que estava sentado na escada que temos que subir para chegar à ponte que nos leva até o terminal de ônibus, trem etc. Como fui assaltada recentemente todo tipo de pensamento veio a minha cabeça, que o cara que estava sentado na escada estava esperando alguém passar pra assaltar (de longe ele tinha uma aparência muito suspeita). Tive que pensar rápido por que precisava passar por ali para ir embora, foi quando vi o rapaz que também saia da faculdade; tenho quase certeza que ele pensou a mesma coisa quando viu o cara na escada, por que nos olhamos e sem falarmos uma palavra começamos a andar juntos, foi como se nossos olhos dissessem: "Tá vendo aquele cara lá? Então pode ser um assaltante se andarmos juntos ele pode se inibir e desistir de nos assaltar, nos sequestrar ou tirar seu conivente do bolso e nos levar os pulmões”.
Enfim, conseguimos sobreviver ao trajeto da escada, quando subimos nos olhamos de novo para nos agradecer pela breve companhia que pode ter salvado nossa vida e cada um continuou seu trajeto, sua vida sei-lá mais o quê... Se o cara era mesmo um assaltante? Nunca saberemos.


Nota sobre a Miss Universo(atrasada)

Domingo passado a band transmitiu o miss universo, eu não assisti tudo, mas o pouco que vi, me fez pensar o quão iguais são essas misses, o mesmo nariz, o mesmo queixo o mesmo sorriso devem frequentar o mesmo cirurgião, sem contar que aquelas mulheres não são as mais bonitas de seus respectivos países nem aqui nem no blog do tas, já vi no ônibus moças que deixam essas misses no chinelo.
Ganhou a miss Venezuela, mas se tivesse sido a miss Colômbia teria dado do mesmo, elas são praticamente gêmeas.
Acho que ganha a miss do país em que o chefão do concurso tem mais interesses comerciais.


O tetra!

Recentemente me lembrei o que estava fazendo quando o Brasil ganhou a copa de 94, aquele tetra tão esperado e comemorado, claro que na época eu uma garotinha de 6 anos pura e inocente (isso até hoje :P)não fazia idéia das proporções de tudo aquilo. Era um tempo em que a vizinhança se juntava pra pintar as ruas e pendurar bandeirinhas com as cores do brasil.
Eu assisti ao jogo na casa de uma amiguinha, não lembro por que, mas acho que era por que eu era ruera mesmo, vivia na casa dos vizinhos.
Pois bem, não me lembro do jogo em si, nem prestei atenção no jogo, gritava quando todo mundo gritava e não entendia algumas palavras que aquele povo dizia (palavrões), confesso que fiquei com pena do pessoal que estava com camisa azul, eles ficaram tão tristes.
Foi nesse mesmo dia que sai espalhando para todas as crianças que o Corinthians já tinha ganhado do Brasil, e que era verdade por que eu vi o jogo na televisão.
Mas o objetivo do post é dizer à maneira como eu comemorei o título do Brasil, quando o jogo acabou e todo mundo começou a gritar, chorar e se abraçar e percebi que era a hora de comemorar, a rua era sem saída e cheia de árvores e eu estava com uma boneca, minha companheira inseparável e eu comecei a jogá-la para cima várias vezes gritando “É CAMPEÃO!” até que em um momento joguei a boneca e ela ficou presa na árvore, a comemoração acabou naquele instante pra mim, os adultos não estava nem ai pra minha existência só queria saber de comemorar, fiquei olhando pra cima com cara de cachorro sem dono  tentando usar a força do meu pensamento para a boneca cair, e ela caiu, bem no meu nariz, foi sangue pra tudo quanto é lado e os adultos ainda não notando minha presença. Eu não chorei, fiquei em choque nunca tinha visto tanto sangue na minha curta vida, como não tinha nada a ser feito eu sentei na guia com minha boneca no colo cabeça pra cima e fiquei esperando meu nariz parar de sangrar.
Essas são as minhas lembranças do tetra.


Na ante-sala.

Elas se encontram na ante-sala da tarapeuta.
 Uma com os olhos vermelhas de tanto chorar, possivelmente por um amor perdido.A outra fazendo a pose de que "Só estou aqui por quê preciso dormir"
As duas folheiam uma "caras" de uns 10 anos atrás de quando o Otávio mesquita estava em seu primeiro casamento.
A que chora senta mais perto da "durona" e pergunta qual é o problema, a durona finge  que não é com ela e ignora a chorona que logo se abre:
- Sabe eu tô aqui por que o desgramada do meu marido, quer dizer ex-marido me traiu com a secretária e só por que eu quis matar os dois, quis matar de matar mesmo com arma e tudo, me disseram que eu preciso de ajuda pra superar tudo isso.
A durona pensa mas não fala : "que clichê"
- Me conta  tá aqui por que hein? Você tem cara daquelas executivas super bem suceditas no meio profissional mas que a vida pessoal é uma bagunça sem tamanho.
- Eu não consigo dormir esse é o meu problema, só isso - A durona pensou que se dissesse logo a infeliz a deixaria em paz.
- Ah é, podiamos torcar por que eu durmo até demais HAHAHA! E deu um tapa no ombro da durona a chamando de colega.
A porta do consultório abre e de lá sai um rapaz que parecia estar em qualquer lugar menos numa sala com uma terapeuta, ele as comprimenta desejando bom dia e sai.
A doutora chama a chorona que entra imediatamente.
Uma hora depois a chorana que já não está mais chorando sai alegre e contente dizendo que a teraputa salvou sua vida e que por isso lhe pagaria em dobro.
Agora é a vez da durana que até se animou, se a chorona saiu de lá bem com ela aconteceria o mesmo. A chorona dá uma piscadinha enquando a durona entra da sala e faz sinal de "jóia". Depois de uma hora a durona sai da sala com os olhos inchados de tanto chorar e encontra a ex-chorona sentada a sua espera, a durona que agora é uma manteiga derretinha se joga em seus braços e diz soluçando:
- Mas eu sempre pensei que meus pais me amassem e que só me mandaram para um colégio interno por que queriam o meu bem não por que queriam se livrar de mim, que vida triste esse minha. - e enterrou sua cabeça no ombro de sua mais nova melhor amiga.
A ex chorona que agora era uma durona dava tapinhas nas costas da agora chorona e dizia:
- Vai ficar tudo bem, mais umas 15 sessões e você vai ficar bem.


Delirei

A principio pensei que a febre e o mau estar foram causados pelo corte que fiz no meu dedo, mas quando meus pais começaram a rir e dizer que só foi um arranhãozinho me dei por convencida ou quase por que durante esses dias eu continuei olhando pro meu dedo cortado achando que ele estava inchado.
Não me lembro a ultima vez que tive uma gripe tão forte, ter calafrios e tremer de frio mesmo no banho quente é algo assustador, isso sem contar a dor nas costas de tanto tossir(sorte que aqui em casa não tinha álcool), tava vendo a hora que minha família ia me botar pra dormir pra fora de tanta tosse.
Eu, claro me recusei a ir ao médico, dizendo que tava tudo bem e que um doril resolvia, passei o dia todo dormindo só que ao mesmo tempo não dormirndo, sabe quando você tá dormindo mas ao mesmo tempo você sabe que tá dormindo? Então, bem por ai.
Não podia ficar muito tempo na mesmo posição que já começa a sentir dor, a tremer, fiquei assustada, mas mesmo assim não fui ao médico; a noite fui dormir na cama, foi uma das piores noites que já tive, nessa de estar dormindo e ao mesmo tempo acordada tive visões, pasadelos. Deitada vi meu quarto se transformar em castelo assombrado, em um país com  bichinhos verdes com anteninhas que mudava de cor de acordo com o humor, um prato de sopa(eu era a mosca), e com uma ponte coberta de flores lindas e cheirosas, não haveria motivos pra reclamar deste ultimo delílirio não fosse o fato de que as flores eram assassinas e queriam me matar só por que eu existia.
Eu falo mas ninguém acredita, eu fiquei nesse estado de delirio por que tomei os comprimidos de benegripe em ordem errada,na embalagem diz: "tomar os dois ao mesmo tempo" eu tentei, tentei mesmo, mas não teve jeito um comprimido acabou descendo primeiro que o outro ou talvez se eutivesse  tomado o laranja antes do verde pra respeitar a ordem alfabética.


Andar de ônibus = Diversão

Andar de ônibus por mais desconfortável que possa ser, é sempre muito divertido. Hoje a viajem transcorria muito bem tirando o pagodinho o lálálá-lá não sai da minha cabeça; até que um moço de cadeira de rodas entra no ônibus, até ai nada de anormal a cobradora foi lá abriu a porta com o elevadorzinho e tal , quando o moço da cadeira de rodas deu sinal pra descer e a cobradora foi lá abrir a proto com o elevadorzinho de novo, o motorista que devia estar em plutão de tão desligado deu partida do ônibus deixando o moço que queria descer dentro do ônibus e a cobradora pra fora segurando o controle do elevador, o motorista andou uns duzentos metros com o ônibus até descer de plutão e ouvir os gritos do pessoal do ônibus dizendo a burrada que ele tinha cometido. Voltamos pra pegar a cobradora do ônibus que estava com cara de cachorro que cai da mudança e deixar o moço da cadeira de rodas.


O desconhecido.

Engraçado como algumas coisas que são tão simples pra gente podem assustar outras pessoas. Hoje presenciei uma cena em que a escada rolante precisou ser desligada para que uma senhora pudesse subir e imaginei a quão amedrontada a senhora ficou ao ver aquele “troço” se movimentando indo pra lugar nenhum.
Penso que a maior questão era o fato de que a senhora nunca tinha ficado cara a cara com a escada rolante, e o mesmo acontece em outros aspectos da nossa vida, quando nos deparados com o novo, desconhecido, num primeiro momento vacilamos igual a essa senhora. Temos medo do que acontecerá depois de darmos o “grande salto”, é claro que depois a sensação é maravilhosa se o desconhecido nos fizer bem, pode se desastroso se for pior que a situação atual. O medo de dizer o que sentimos de nos expressar, por nos preocuparmos com a reação das outras pessoas diante da nossa atitude (e nem adianta dizer que você não é assim, a forma como você encara pode se diferente, mas o sentimento existe).
Por outro lado ao mesmo tempo em que temos o pavor do desconhecido, uma chama de esperança se acende dentro de nós, de esse desconhecido por ser uma oportunidade, um presente de Deus para que as coisas passem a andar de forma diferente, seja na vida pessoal, profissional.
O que eu estou tentando dizer é que devemos nos arriscar, nos deixar levar, nos expressar da maneira que achamos que é a correta para nós. Por isso se você está apaixonada se declare, se você está descontente com alguma coisa fale, se expresse, mesmo que as coisas não saiam como você espera, tenho certeza que você ficara orgulhoso(a) de você por ter se permitido.
Eu sei que tomo mundo sabe disso, e isso parece auto-ajuda, mas é que às vezes uma simples senhora empacada em frente a uma escada rolante pode significar muito mais.


A vida como um filme.

No lugar dessas palavras que escrevo agora era para conter  frases de como seria as nossas vidas se vivêssemos em um filme, como nos comportaríamos ao perceber que do outro lado da tela a champanhe é refrigerante de limão, o dinheiro não tem valor,onde não sabemos como fomos parar na cena seguinte,onde nossos cabelos continuam intactos mesmo depois de uma noite de sono(é tão bom acordarmos descabelados,principalmente num domingo chuvoso),  as preliminares não existem, lutamos como se fossemos o Bruce Lee mesmo sem nunca termos visto sequer um videozinho ,onde sempre há um carro com a chave na ignição, uma pessoa sempre dá uma mega lição de moral que te impede de fazer uma burrada sem tamanho, como dispensar o amor da sua vida, beber a taça com veneno , ver o vilão sempre levando a pior e o texto seguiria nesse caminho.
Por falta de uma palavra ou por não conseguir encaixar essa palavra no contexto que tinha para o meu texto, e por pensar demais nessa palavra perdi todo o raciocínio e não consegui mais desenvolver o eu podia ser um baita texto.
Aposto que se eu estivesse em um filme eu olharia para um objeto, veria num papel amassado no chão e de alguma maneira as palavras brotariam na minha cabeça.
É por essas e outras que às vezes eu penso que mudar de cenas sem ter idéia de como aconteceu parece uma boa idéia.


Fui Assaltada!

E não foi no caixa da padaria ao comprar meu pãozinho que está pela hora da morte, nem ao pagar o cobrador do ônibus (R$ 2,50 a passagem, tenha dó!)
Fui assaltada por um ladrão mesmo, de verdade com direito a arma e tudo, o cabeçudo ao invés de ser especifico e dizer exatamente o que queria, se era só o celular, ou dinheiro(não tinha nem 0,10 na bolsa), ou a minha carteirinha escolar pra pagar meia no cinema, afinal “Transformes 2” ainda está no cinema.
A situação foi tão inesperada que quando o sujeito me pediu a bolsa eu simplesmente olhei pra cara dele e ignorei, ele repetiu ,super grosso por sinal dizendo pra eu passar a bolsa, eu passei, nunca tinha visto uma arma tão de perto. Só fui cair na real quando cheguei em casa, ai foi um chororô danado.
Minha mãe tadinha não conseguiu dormir, era cinco da manhã já estava de pé fazendo pão.
No outro dia tive que ir a delegacia, dei uma de valente e fui sozinha. Só digo uma coisa, nunca passei tanto medo na minha vida é até difícil descrever, por pouco minhas pernas não sairam da delegacia correndo, deixando o resto do corpo.
A chegada foi tranquila, todo mundo muito simpático comigo perguntando o que aconteceu etc. Tive que esperar mais de uma hora até chegar minha vez pra poder fazer o boletim de ocorrência, quando estou lá contando tudo pro escrivão, começa um tumulto na delegacia, milhares de policiais correndo com suas mega armas na mão, todo mundo falando que tinha ocorrido fuga, mais tarde descobri que não era fuga tinha ocorrido um assalto, eu nesse momento já estava quase desistindo de fazer o B.O , mas o pior ainda estava por vim, tinha um portinha na delegacia onde dava pra ouvir os presos conversando, o banheiro da cela deles não estava funcionando eles queria muito ir ao banheiro, o que acontece? O delegado inventa de deixá-los usar o banheiro do lado de fora da cela, eles teria que passar por mim pra chegar ao banheiro, meu pensamento foi ”Morri! Um desses caras vai me pegar como refém e eu vou morrer de uma facada dada com uma faca feita com tampa de marmita” Eu nunca fiquei tão perto de uma parede, acho que era pra tentar me camuflar, cada vez que um preso saia para ir ao banheiro.
 Tudo isso ter acontecido depois de um assalto na primeira vez que piso em uma delegacia só contribuiu pra deixar a situação mais desesperadora, sem contar o pedaço de pau na mão do delego pra dar na cabeça de um preso caso ele se metesse a engraçadinho. 

Ps: Agora já estou bem, indigente mas bem
Ps2: Vou atualizar isso aqui com mais frequencia sem trema!


É ruim, mas é bom!

Sabe quando você experimenta determinado alimento e num primeiro momento você chega à conclusão de que o alimento em questão não é gostoso? Mas que por alguma força oculta você não consegue parar de comer aquilo mesmo sabendo que você não gostou.
Isso sempre acontece comigo, um exemplo clássico são aquelas bolachinhas de coco que tem forma de coquinho, acho que é esse o nome da bolacha, eu não gosto daquilo, mas é sou eu comer a primeira e o estrago está feito, a cada visita que faço a cozinha é um punhado de bolachinhas que vai pro meu estômago, não sei se isso acontece simplesmente pelo prazer de mastigar, creio que não por que mastigar essas bolachinhas cansa o maxilar que é uma beleza! Isso acontece com alguns tipos de bolos salgadinhos também. Doritos é um tipo de salgadinho que eu acho ruim e bom ao mesmo tempo, é um gosto mais curioso do que bom.
Fiquei aliviada quando descobri que não era a única que sofria desse mal, uma amiga me disse que odiava salgadinho de bacon, mas sempre que alguém comprava e lhe oferecia ela diziam que era ruim, não gostava, mas enchia as mãos do mesmo, ela disse que percebeu isso quando ela mesma se viu comprando o salgadinho de bacon que não gostava.
Fico pensando se não é uma pegadinha do nosso cérebro, ou lembranças de outras vidas (¬¬’), vai ver na minha vida passada eu era fabricante de bolachinha de coco e por isso tenho essa indecisão na vida atual, comi tanta bolachinha na vida passada que nesse quis me dar um descanso, mas as origens falaram mais alto me causando esse sentimento.

E pra você? O que é ruim, mas é bom?


“Coisas que me deixam de boca aberta - 1 ”

– Nossa hoje tem prova né? Nem estudei direito, mas também é só um artigo, dá pra levar numa boa, e na segunda tem a prova do Walter, mas ele é gente boa.
– A do Walter é tranquila, mas cadê a Líria que não chegou ainda, só falta esquecer que tem que da prova hoje (de novo).
– Vindo da Líria pode-se esperar tudo, vai ver ele esqueceu que tinha que vir pra FATEC hoje.

Nesse momento o professor Walter entra na sala pra curiar o que estamos fazendo, dá uma voltinha como não quer nada e sai da sala.

– Que doido!
– Ééé!
 
Líria chega à sala de aula mega atrasada, dizendo que vai adiar a prova pra próxima segunda e sai dizendo que vai pegar as notas da ultima prova que fizemos.

– Ah, até preferia fazer a prova hoje, por que segunda já tem a prova do Walter e tal...
– É, e as provas do Walter são fáceis, mas são trabalhosas, demora pra fazer.

Walter retorna a nossa sala com uma pastinha:

– Gente, vou dar a prova hoje, ai vocês levam pra casa e me trazem amanhã(sexta), certo?

É obvio que por alguns segundos o silêncio impera e todos ficam se olhando com cara de WTF?

–Tá bom assim pra vocês? Ai vocês fazem a prova com calma...

Alunos:

– Claro professor, vamos trazer a prova amanhã bonitinha

Engraçadinho (sempre tem)

– Professor não pode entregar segunda não?

Professor sai da sala sem responder pra não ser grosso...


Tudo tem seu tempo...

Não sei se esse seria o título adequado, mas por falta de um melhor fica esse mesmo.
Não sei já aconteceu com vocês, mas vira e mexe vive acontecendo comigo, por exemplo, eu ouço uma música e a primeira impressão que tenho é de que não gosto; não sei se tem haver com o momento ou situação em que ouço, mas depois de um tempo se eu ouvir a mesma música ou mesma banda eu paro e penso “nossa que coisa bacana” e chego a me viciar, foi o que aconteceu com a banda Black Kids, a primeira vez que ouvi falar sobre a banda foi em um festival inglês que a MTV transmitiu achei a sonoridade estranha, as pessoas esquisitas as letras fracas (como se eu entendesse tudo de música :P), até ai tudo bem, só que depois de alguns meses fui escutar Black kids de novo e achei o máximo, me viciei de uma forma de saber cantar todas as música. Esse é só um exemplo de vários, tem também filmes que não gostei da primeira vez que vi e depois quando vi uma segunda vez me apaixonei, acontece o contrário também, com “O teatro mágico foi assim” no começo achava legalzinho depois de um tempo não suportava nem ouvir.
Cheguei à conclusão que tudo tem o tempo certo, nada filosófico, essas coisas de que está escrito etc, acho que tem mais a ver com estado de espírito, se você está num bom dia vê as coisas de uma forma e vice-versa ou a situação que você conhece alguma coisa influi da sua opinião a respeito, por isso que é legal dar uma segunda chance a algumas coisas.
Eu sugiro que você ouça aquela música de novo, ou reveja aquele filme, aposto que ele não é tão ruim assim, converse com aquela pessoa que você acha simpática demais por que pode ter alguma coisa legal ali, se dê uma segunda chance e por ai vai...




 

 

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